Veja como estabelecer esse contato com o chefe ou os colegas para dizer (e ouvir) o que cada um precisa melhorar
Seu chefe comenta em uma reunião em equipe que você precisa melhorar
alguns pontos. Você sente necessidade de dizer ao colega que ele está
falando alto demais. Seu par chamou sua atenção para um erro num
relatório. E aí? Como resolver essas questões sem entrar em conflito com
os colegas ou mesmo com o chefe? A resposta é muito simples: parar e
sentar para uma conversa franca – ou um feedback, como diz a linguagem
corporativa.
Quem já passou pela experiência de receber um feedback sabe que nem
sempre é fácil. Você se vê sentado na frente do seu gestor ou
coordenador, está tenso, suas mãos suam, seus pés se movem
involuntariamente embaixo da mesa. É claro que todo momento de avaliação
gera expectativas e, muitas vezes, tensão, mas o feedback não é nenhum
bicho de sete cabeças e, se você souber usá-lo a seu favor, a ferramenta
só vai ajudar a crescer profissionalmente. Segundo Jade Carvalho, da
consultoria DMRH, esse retorno é importante para discutir resultados e
direcionar o profissional sobre seu desempenho. “É um momento para
alinhar as expectativas, tanto do gestor quanto do profissional que está
recebendo o feedback, além de ser uma troca fundamental para o
crescimento e melhoria na rotina de trabalho”, diz ela.
Apesar de o feedback ser um tema bastante citado, poucos
profissionais – especialmente os mais jovens – entendem de fato qual é a
sua dinâmica. Por exemplo, você sabia que existe feedback positivo?
Negativo também, é claro. Há o feedback entre pares de trabalho, já
ouviu falar? Confira abaixo os tipos de feedback e a melhor forma de
lidar com cada um.
Negativo - Nem sempre é fácil ouvir o chefe ou par
enumerando falhas ou dizendo que você não está superando suas
expectativas. É difícil ser avaliado, ainda mais quando o retorno não é
positivo. Por isso, é importante manter a cabeça aberta, ouvir e
refletir sobre as opiniões do gestor. Ficar na defensiva e não procurar
entender a opinião do outro só vai piorar as coisas. Afinal, as críticas
fazem parte do trabalho e podem ser o ponto de partida para ser um
profissional melhor.
Positivo – Maravilha! Quando o feedback é positivo, o
chefe (ou par) expõe ao profissional comportamentos e atitudes que vêm
gerando bons resultados e o incentiva a continuar no mesmo caminho. No
entanto, há sempre espaço para evoluir. Por isso, durante o retorno, os
envolvidos podem pensar em como atingir novas metas e crescer ainda
mais.
De chefe para subordinado – É o tipo mais comum de
feedback. É papel do gestor apresentar para o funcionário os pontos
negativos e positivos de sua atuação, sempre propondo sugestões para
melhoria. Jade Carvalho, da DMRH, explica que esse é um momento de
troca, pois juntos, gestor e funcionário, podem criar planos de ação e
estabelecer metas que devem ser atingidas. “O feedback ajuda o
profissional a ‘enxergar’ questões que para ele não eram claras e,
conseqüentemente, aprimorar seu perfil profissional”, completa.
Entre pares – Menos comum, esse tipo de feedback
pode ser uma boa saída para melhor o trabalho em equipe e alavancar os
resultados de um time, explica Beatriz Maluf, sócia da Vereda Recursos
Humanos. O ponto de atenção aqui é nunca se colocar na posição de chefe,
já que os dois profissionais envolvidos estão no mesmo nível
hierárquico. Esse tipo de atitude só vai colaborar para a inefetividade
da conversa. Por isso, reúna exemplos de comportamentos ou atitudes que
estão prejudicando os resultados profissionais e explore esses tópicos
com seu par. Juntos, pensem em um plano de ação para resolver tais
questões.
Do subordinado para o chefe – Não é o mais usual,
porém, há gestores que, no momento em que estão dando o retorno para o
subordinado, dão espaço também para o funcionário expor seus pontos de
vista. Nesse momento, vale usar as regras do feedback, como dar exemplos
concretos e sempre focar na crítica construtiva, buscando apresentar
exemplos do dia a dia para que não restem dúvidas. Lembrando sempre que o
feedback, deve conter elementos positivos e negativos, e nunca apenas
críticas.
Como receber - Para garantir a efetividade do
feedback, é válido anotar os pontos críticos citados pela pessoa que
conversou e refletir sobre o que foi falado. Jade explica que é
interessante agendar uma segunda conversa, em um tempo estipulado pelo
gestor, para discutir se as estratégias e planos de ação para melhorar
possíveis pontos negativos que foram colocados em prática. É esse
segundo feedback que vai determinar se o primeiro realmente gerou
resultados, garantindo que o profissional se desenvolva e cresça.
Afinal, seria inútil apontar situações problemáticas e depois não
avaliar se foram solucionadas.
Como falar - A comunicação é um ponto que pode
definir se um feedback será bem ou mal sucedido. Para isso, deve-se
apresentar situações do dia a dia como exemplo, além de usar uma fala
clara e objetiva, evitando mal entendidos ou interpretação diferente. “É
preciso entender o perfil do profissional que irá receber o feedback, a
forma que ele se comporta frente à diversas situações, como reage, como
se organiza e se estrutura. A partir disso, desenha-se como o feedback
será transmitido”, explica Jade, da Cia de Talentos. A consultora
explica que há profissionais que preferem receber feedback de forma mais
assertiva, ou seja, “sem rodeios”, porém há quem não reaja bem a esse
estilo. De qualquer forma, completa Jade, o fundamental é sempre ter
exemplos que ilustrem o feedback que será dado, evidenciando o contexto,
a ação e os resultados. Assim, o retorno deixa de ser uma conversa
subjetiva e se torna um retorno concreto, com mais chances de gerar
resultados positivos no futuro.
Tem hora e lugar – Outro preocupação importante é a
escolha do momento certo para o feedback. É importante escolher uma sala
apropriada, sempre num lugar reservado. Isso evita que o funcionário se
sinta exposto, explica a consultora. Segundo Beatriz, da Vereda RH, não
existe uma frequência ideal para o feedback. Isso vai depender muito do
tipo de negócio e da dinâmica da própria equipe. Porém, ela pontua que o
feedback deve ser periódico e usado sempre que o gestor ou funcionário
sentir necessidade.
http://clickcarreira.com.br/querocrescer/2012/9/24/4715/feedback-use-essa-conversa-para-crescer-na-carreira.html
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