sexta-feira, 2 de novembro de 2012
A Mala de Viagem
www.otimismoemrede.com
Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.
Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas.
Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou :
-Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande ?
-É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou :
-Digame,cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada ?
Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas.
Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.
Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou :
-Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande ?
-É estranho, respondeu o viajante, mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava.
Então, ele jogou a pedra fora e se sentiu muito melhor.
Em seguida veio outro transeunte que lhe perguntou :
-Digame,cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada ?
-Estou contente que me tenha feito essa pergunta, disse o viajante, porque eu não tinha percebido o que estava fazendo comigo mesmo.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias.
E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele ? A pedra e a abóbora ?
Não.
Era a falta de consciência da existência delas.
Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Então ele jogou a abóbora fora e continuou seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um, os transeuntes foram avisando-o a respeito de suas cargas desnecessárias.
E ele foi abandonando uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Qual era na verdade o problema dele ? A pedra e a abóbora ?
Não.
Era a falta de consciência da existência delas.
Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado.
Esse é o problema de muitas pessoas.
Elas estão carregando cargas sem perceber.
Não é de se estranhar que estejam tão cansadas !
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias ?
a. Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Pemitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
e. Autopiedade.
f. Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia.
Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.
Elas estão carregando cargas sem perceber.
Não é de se estranhar que estejam tão cansadas !
O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que roubam as suas energias ?
a. Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Pemitir que impressões tenebrosas descansem na mente.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não poderiam ter evitado.
e. Autopiedade.
f. Acreditar que não existe saída.
Todo mundo tem o seu tipo de carga especial, que rouba energia.
Quanto mais cedo começarmos a descarregá-la, mais cedo nos sentiremos melhor e caminharemos mais levemente.
www.otimismoemrede.com
A Árvore dos problemas
Autor Desconhecido
www.otimismoemrede.com
Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil.
O pneu da seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho; a sua serra elétrica quebrou; e aí ele cortou o dedo; e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa, e durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
O pneu da seu carro furou, fazendo com que ele deixasse de ganhar uma hora de trabalho; a sua serra elétrica quebrou; e aí ele cortou o dedo; e finalmente, no final do dia, o seu carro não funcionou.
O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa, e durante o caminho, o carpinteiro não falou nada.
Quando chegaram a sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família.
Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos.
Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se.
Os traços tensos do seu rosto transformaramse em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou pôr que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
Ah! esta é a minha planta dos problemas.
Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.
E você quer saber de uma coisa?
Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro.
Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou pôr que ele havia tocado na planta antes de entrar em casa.
Ah! esta é a minha planta dos problemas.
Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte.
E você quer saber de uma coisa?
Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior.
Autor Desconhecido
www.otimismoemrede.com
A qualidade depende da participação de todos
Havia um pequeno vilarejo que se dedicava à produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que, nessa festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: "Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta". Assim pensou e assim fez. Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu apenas água! "A ausência da minha parte não fará falta", foi o pensamento de cada um dos produtores.
Muitas vezes somos conduzidos a pensar: "Existem tantas pessoas nesta empresa! Se eu não fizer a minha parte, isso não terá a mínima importância...". E com esse tipo de pensamento que a empresa não cresce e todos "bebem água em vez de vinho".
Faça acontecer!
Alexandre Rangel - O que podemos aprender com os gansos - Livro I e II
http://alexandrerangel.com.br/index.php
Havia um pequeno vilarejo que se dedicava à produção de vinho. Uma vez por ano, acontecia uma grande festa para comemorar o sucesso da colheita. A tradição exigia que, nessa festa, cada morador do vilarejo trouxesse uma garrafa do seu melhor vinho, para colocar dentro de um grande barril, que ficava na praça central.
Um dos moradores pensou: "Por que deverei levar uma garrafa do meu mais puro vinho? Levarei água, pois no meio de tanto vinho o meu não fará falta". Assim pensou e assim fez. Conforme o costume, em determinado momento, todos se reuniram na praça, cada um com sua caneca para provar aquele vinho, cuja fama se estendia muito além das fronteiras do país. Contudo, ao abrir a torneira, um absoluto silêncio tomou conta da multidão. Do barril saiu apenas água! "A ausência da minha parte não fará falta", foi o pensamento de cada um dos produtores.
Muitas vezes somos conduzidos a pensar: "Existem tantas pessoas nesta empresa! Se eu não fizer a minha parte, isso não terá a mínima importância...". E com esse tipo de pensamento que a empresa não cresce e todos "bebem água em vez de vinho".
Faça acontecer!
Alexandre Rangel - O que podemos aprender com os gansos - Livro I e II
http://alexandrerangel.com.br/index.php
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Será que estamos vivendo definitivamente num país que optou pela
desonestidade, pelo jeitinho brasileiro, pelo modo mais fácil de
conseguir as coisas, custe o que custar? Trabalhar para conseguir algo
de maneira honesta, respeitar os mais velhos, cumprir as leis ou torcer
pelo sucesso alheio é tão difícil assim?
Estamos no Brasil, amigo, entretanto, o fato de estarmos no Brasil
nos permite tudo? Está escrito na constituição ou em algum código moral
que as coisas ilícitas são permitidas no país, desde que você não mate
ninguém? E se matar alguém, ainda que consiga cumprir ou livrar-se da
pena, significa que a sociedade deve perdoá-lo por isso?
Há pouco mais de trinta ou quarenta anos, o conceito de honestidade
era mais presente na família, na escola e na sociedade em geral. Havia
uma boa noção do que era permitido ou não. Os políticos eram menos
dissimulados ou, pelo menos, disfarçavam melhor, e as crianças já saíam
de casa mais preparadas e conscientes com relação ao seu dever para com a
sociedade.
Havia exceções? Claro que sim, porém, menos escancaradas do que a
dissimulação geral que tomou conta da nossa sociedade, infectada pelos
vírus da preguiça e da covardia. Aceitamos tudo embora não concordemos
com tudo, mas a inércia nos deixa, literalmente, de braços cruzados.
A indignação geral não é suficiente para mobilizar as massas em torno
de algo que não se justifica, mas explica toda nossa passividade.
Assim, em vez de demonstrar a nossa insatisfação, fazemos piada e, não
raro, conseguimos rir da desgraça alheia como se fosse um acontecimento
corriqueiro.
Chegamos a tal ponto que, em vez de investirmos pesado em educação,
princípios e valores bem fundamentados, estamos preocupados com a falta
de duzentos mil vagas nas prisões brasileiras. Trezentos mil vagas
disponíveis não são suficientes para acolher parte da nossa sociedade
combalida.
Quer saber mais? Um milhão de vagas nos presídios não será
suficiente, pois, o problema do Brasil não é espaço nem dinheiro.
Vivemos uma crise moral, ética, educacional e política. Carregamos,
tristemente, o estigma do jeitinho brasileiro, onde nada é permitido,
mas tudo é admitido. A diferença é que ficamos sabendo mais rápido por
meio da Internet e da televisão.
A notícia é instantânea, a reação nem tanto. Não ficamos mais
chocados com tudo isso. Fazemos como a própria justiça, cega, surda e
muda, a menos que tudo isso ocorra no quintal da nossa própria casa. Se
somos todos honestos, até prova em contrário, onde foi parar a nossa
indignação?
O que a maioria das pessoas aprende dentro de casa é diferente. Não
me lembro de ter conhecido alguém cujos pais ensinaram a roubar, matar,
enganar, dissimular ou mentir descaradamente. Ao contrário, aprende-se
desde pequeno o que é certo ou errado, moral ou imoral, aceito ou não
aceito pela sociedade. E no fundo da nossa consciência ainda existe um
pouco de discernimento.
Honestidade é algo simples, não requer prática nem habilidade. Basta
fazer apenas aquilo que você aprendeu quando era criança: “se não é seu,
não pegue”, “pegou por engano, devolva”, “pedir não ofende”, “diga
sempre a verdade” e a melhor de todas: “não faça aos outros o que não
gostaria que fizessem a você”.
Infelizmente, ser honesto numa sociedade onde a honestidade tem pouco
valor é motivo para entrevista na televisão com direito a quinze
segundos de fama. Isso justifica um pouco o que se passa no Brasil,
atualmente, nessa mistura equivocada de coisas públicas e privadas. Como
diria Jean de La Bruyère, ensaísta francês: “Até mesmo os homens
honestos precisam de patifes à sua volta. Existem coisas que não se pode
pedir às pessoas honestas para fazerem”.
Pensando bem, a que ponto chegamos. Encerro aqui com uma reflexão de
Voltaire, filósofo francês, escrita há mais de duzentos anos: “Se você
não ensinar as pessoas a serem honestas – no berço, eu diria -, poucas
conseguirão aprender essa virtude por conta própria.”
http://www.jeronimomendes.com.br/pensamento/o-que-e/516-o-que-e-honestidade
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Não é o conhecimento, mas sim o conhecimento do conhecimento, que cria o comprometimento.
Não é saber que a bomba mata, e sim saber o que queremos fazer com ela que determina se a faremos explodir ou não.
Em geral, ignoramos ou fingimos desconhecer isso, para evitar a responsabilidade que nos cabe em todos os nossos atos cotidianos, já que todos estes - sem exceção - contribuem para formar o mundo em que existimos [...]
Não é saber que a bomba mata, e sim saber o que queremos fazer com ela que determina se a faremos explodir ou não.
Em geral, ignoramos ou fingimos desconhecer isso, para evitar a responsabilidade que nos cabe em todos os nossos atos cotidianos, já que todos estes - sem exceção - contribuem para formar o mundo em que existimos [...]
1 MATURANA, H. R; VARELA, F. J. A árvore do conhecimento: as bases da compreensão humana. São Paulo: Palas Athena, 2001. 283p
"O conhecimento do conhecimento obriga.
Obriga-nos a assumir uma atitude depermanente vigília contra a tentação da certeza, a reconhecer que nossas certezasnão são provas da verdade, como se o mundo que cada um vê fosse o mundo e não um mundo que construímos juntamente com os outros.
Ele nos obriga, porque ao saber que sabemos não podemos negar que sabemos"Obriga-nos a assumir uma atitude depermanente vigília contra a tentação da certeza, a reconhecer que nossas certezasnão são provas da verdade, como se o mundo que cada um vê fosse o mundo e não um mundo que construímos juntamente com os outros.
Maturana e Varela1
sábado, 6 de outubro de 2012
Feedback: use essa conversa para crescer na carreira
Veja como estabelecer esse contato com o chefe ou os colegas para dizer (e ouvir) o que cada um precisa melhorar
Seu chefe comenta em uma reunião em equipe que você precisa melhorar
alguns pontos. Você sente necessidade de dizer ao colega que ele está
falando alto demais. Seu par chamou sua atenção para um erro num
relatório. E aí? Como resolver essas questões sem entrar em conflito com
os colegas ou mesmo com o chefe? A resposta é muito simples: parar e
sentar para uma conversa franca – ou um feedback, como diz a linguagem
corporativa.
Quem já passou pela experiência de receber um feedback sabe que nem
sempre é fácil. Você se vê sentado na frente do seu gestor ou
coordenador, está tenso, suas mãos suam, seus pés se movem
involuntariamente embaixo da mesa. É claro que todo momento de avaliação
gera expectativas e, muitas vezes, tensão, mas o feedback não é nenhum
bicho de sete cabeças e, se você souber usá-lo a seu favor, a ferramenta
só vai ajudar a crescer profissionalmente. Segundo Jade Carvalho, da
consultoria DMRH, esse retorno é importante para discutir resultados e
direcionar o profissional sobre seu desempenho. “É um momento para
alinhar as expectativas, tanto do gestor quanto do profissional que está
recebendo o feedback, além de ser uma troca fundamental para o
crescimento e melhoria na rotina de trabalho”, diz ela.
Apesar de o feedback ser um tema bastante citado, poucos
profissionais – especialmente os mais jovens – entendem de fato qual é a
sua dinâmica. Por exemplo, você sabia que existe feedback positivo?
Negativo também, é claro. Há o feedback entre pares de trabalho, já
ouviu falar? Confira abaixo os tipos de feedback e a melhor forma de
lidar com cada um.
Negativo - Nem sempre é fácil ouvir o chefe ou par
enumerando falhas ou dizendo que você não está superando suas
expectativas. É difícil ser avaliado, ainda mais quando o retorno não é
positivo. Por isso, é importante manter a cabeça aberta, ouvir e
refletir sobre as opiniões do gestor. Ficar na defensiva e não procurar
entender a opinião do outro só vai piorar as coisas. Afinal, as críticas
fazem parte do trabalho e podem ser o ponto de partida para ser um
profissional melhor.
Positivo – Maravilha! Quando o feedback é positivo, o
chefe (ou par) expõe ao profissional comportamentos e atitudes que vêm
gerando bons resultados e o incentiva a continuar no mesmo caminho. No
entanto, há sempre espaço para evoluir. Por isso, durante o retorno, os
envolvidos podem pensar em como atingir novas metas e crescer ainda
mais.
De chefe para subordinado – É o tipo mais comum de
feedback. É papel do gestor apresentar para o funcionário os pontos
negativos e positivos de sua atuação, sempre propondo sugestões para
melhoria. Jade Carvalho, da DMRH, explica que esse é um momento de
troca, pois juntos, gestor e funcionário, podem criar planos de ação e
estabelecer metas que devem ser atingidas. “O feedback ajuda o
profissional a ‘enxergar’ questões que para ele não eram claras e,
conseqüentemente, aprimorar seu perfil profissional”, completa.
Entre pares – Menos comum, esse tipo de feedback
pode ser uma boa saída para melhor o trabalho em equipe e alavancar os
resultados de um time, explica Beatriz Maluf, sócia da Vereda Recursos
Humanos. O ponto de atenção aqui é nunca se colocar na posição de chefe,
já que os dois profissionais envolvidos estão no mesmo nível
hierárquico. Esse tipo de atitude só vai colaborar para a inefetividade
da conversa. Por isso, reúna exemplos de comportamentos ou atitudes que
estão prejudicando os resultados profissionais e explore esses tópicos
com seu par. Juntos, pensem em um plano de ação para resolver tais
questões.
Do subordinado para o chefe – Não é o mais usual,
porém, há gestores que, no momento em que estão dando o retorno para o
subordinado, dão espaço também para o funcionário expor seus pontos de
vista. Nesse momento, vale usar as regras do feedback, como dar exemplos
concretos e sempre focar na crítica construtiva, buscando apresentar
exemplos do dia a dia para que não restem dúvidas. Lembrando sempre que o
feedback, deve conter elementos positivos e negativos, e nunca apenas
críticas.
Como receber - Para garantir a efetividade do
feedback, é válido anotar os pontos críticos citados pela pessoa que
conversou e refletir sobre o que foi falado. Jade explica que é
interessante agendar uma segunda conversa, em um tempo estipulado pelo
gestor, para discutir se as estratégias e planos de ação para melhorar
possíveis pontos negativos que foram colocados em prática. É esse
segundo feedback que vai determinar se o primeiro realmente gerou
resultados, garantindo que o profissional se desenvolva e cresça.
Afinal, seria inútil apontar situações problemáticas e depois não
avaliar se foram solucionadas.
Como falar - A comunicação é um ponto que pode
definir se um feedback será bem ou mal sucedido. Para isso, deve-se
apresentar situações do dia a dia como exemplo, além de usar uma fala
clara e objetiva, evitando mal entendidos ou interpretação diferente. “É
preciso entender o perfil do profissional que irá receber o feedback, a
forma que ele se comporta frente à diversas situações, como reage, como
se organiza e se estrutura. A partir disso, desenha-se como o feedback
será transmitido”, explica Jade, da Cia de Talentos. A consultora
explica que há profissionais que preferem receber feedback de forma mais
assertiva, ou seja, “sem rodeios”, porém há quem não reaja bem a esse
estilo. De qualquer forma, completa Jade, o fundamental é sempre ter
exemplos que ilustrem o feedback que será dado, evidenciando o contexto,
a ação e os resultados. Assim, o retorno deixa de ser uma conversa
subjetiva e se torna um retorno concreto, com mais chances de gerar
resultados positivos no futuro.
Tem hora e lugar – Outro preocupação importante é a
escolha do momento certo para o feedback. É importante escolher uma sala
apropriada, sempre num lugar reservado. Isso evita que o funcionário se
sinta exposto, explica a consultora. Segundo Beatriz, da Vereda RH, não
existe uma frequência ideal para o feedback. Isso vai depender muito do
tipo de negócio e da dinâmica da própria equipe. Porém, ela pontua que o
feedback deve ser periódico e usado sempre que o gestor ou funcionário
sentir necessidade.
http://clickcarreira.com.br/querocrescer/2012/9/24/4715/feedback-use-essa-conversa-para-crescer-na-carreira.html
Talentoso ou esforçado?
Fala-se muito que é preciso ter talento e paixão pelo que faz, mas pouco
se discute o quanto a vida profissional exige esforço e resiliência
Para se destacar no mercado de trabalho o talento é mais importante que o esforço e a dedicação?
Hoje em dia, fala-se muito que é preciso ter talento e paixão pelo
que faz, mas pouco se discute o quanto a vida profissional exige esforço
e resiliência para lidar com as frustrações e cenários nem tão
positivos assim. A construção de uma carreira de sucesso vai muito além
dos slogans que estamos acostumados a ouvir, exige do profissional uma
boa dose de dedicação e paciência para lidar com a rotina, com os
problemas e algumas mudanças não desejadas.
Dúvidas, erros e comprometimento fazem parte da história dos melhores
profissionais que conheço e que gostam muito do que fazem. Os maiores
líderes de empresas são profissionais mais do que talentosos, que se
esforçaram e imprimiram muita dedicação em suas carreiras. Afinal, em um
ambiente com tantas pessoas talentosas que às vezes têm talentos tão
similares, o comprometimento faz muita diferença.
É claro que o ideal é a combinação de talento e esforço, no entanto,
talento sem esforço pode levar à arrogância ou pouca ação de fato. Já o
esforço sem talento pode levar a importantes aprendizados e valiosos
resultados. Para identificar, fortalecer e aprimorar talentos é preciso
muito esforço e dedicação. Contar com a certeza que o talento será visto
e valorizado sem esforço é deixar de ser protagonista da própria
história.
Por fim, deixo a dica de Gilberto Dimenstein: “Na construção de
carreira e da vida de forma geral é preciso que haja dedicação e uma
vontade genuína de querer aprender. Não há talento que se mantém se não
estiver aliado a um constante esforço da nossa parte. É importante que o
jovem em início de carreira busque o sucesso naquilo que faça sentido
para ele e ouça apenas um bom conselho: ‘Não leve em conta conselhos de
quem te mostra caminhos fáceis. Não há atalhos.’”
Renata Magliocca
é formada em psicologia e pós-graduada em Mediação de Conflitos pela
PUC – SP. Autora do livro “Carreira: você está cuidando da sua?” junto
com a Sofia Esteves e Danilca Galdini. Professora convidada da FIA-USP e
é gerente de inovação da Cia de Talentos.
http://clickcarreira.com.br/querocrescer/2012/9/28/4739/talentoso-ou-esforcado.html
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Entre curvas e decotes
Será
que estamos perdendo definitivamente a compostura? Não sabemos mais o
que é público e o que é privado? Onde foi parar aquela pitada de
respeito, vergonha ou pudor antes de emitir um simples palavrão,
escolher uma roupa para sair e tratar os mais velhos?
Somos
parte de um grande Big Brother e já nos acostumamos a ele. Vidas
inteiras são escancaradas nas redes sociais sem o menor pudor. O que
você faz na cama, na mesa e no banheiro já não é mais segredo para
ninguém. Por mais que se cuide, o cara da manutenção do micro dá um
jeito de torná-lo público na rede.
Nesse
Big Brother internacional em que se transformou a sociedade
pós-moderna, a vida das celebridades é pouco para ocupar o tempo das
massas. Já imaginou o que seria do mundo sem o Facebook, o Youtube, o
Twitter e milhares de blogues para distrair o povo? As pessoas teriam
que se ocupar melhor e isso contraria a natureza humana.
Ser
celebridade agora é fazer parte do YouTube, cantando “para nossa
alegria”, declamando poemas no vaso sanitário, rindo à toa, espancando
moradores de rua ou fazendo algo do tipo “Michel Bieber” com o refrão
mais louco do mundo: “baby, baby, nossa, assim você me mata”. Falem mal,
mas falem de mim.
Das
redes sociais para o elevador. Entro num deles sou agraciado com a
presença de cinco ninfetas. Em menos de quinze segundos sou bombardeado
com nove palavrões em cada frase de dez. Fico na dúvida quanto ao lugar e
à idade das meninas. “Foda, merda e caralho” são elogios quando
comparados ao vocabulário predominante no recinto. Fico na minha para
não ser execrado. Coisa de doido.
Do
elevador para o shopping apinhado de gente. Não se sabe mais quem é mãe
e quem é filha. Vejo um casal de mãos dadas olhando inadvertidamente as
vitrines. A mulher não cabe mais dentro de si com tantos olhares à sua
volta. O vestido justo salta aos olhos. Parece que foi picada por um
enxame de abelhas nas duas nádegas, visivelmente arrebitadas.
Do
shopping para o casamento na igreja, com direito a limusine, coral e
dois padres para dar conta do recado. As mulheres estão impecáveis.
Difícil saber se estão num desfile, num passeio ou num teste para a
novela das nove. É só um casamento, mas a competição – decotes, saias
curtas e vestidos justos – desconcerta os padres.
Da
igreja para a balada. Quem vai ficar com quem? São tantas as opções. À
noite todos os gatos são pardos, não dá para ficar sozinha. Vestido
longo já era. O ideal é curto mesmo. Calcinhas à mostra. Seios de furar
os olhos da próxima vítima. Pernas bem torneadas sempre ajudam, mas não
são suficientes para atrair a presa.
Eu quero mesmo é ser feliz, retruca uma delas, questionada pelo repórter da night
curitibana. Ninguém paga minhas contas, diz a outra. Imagino que
ninguém queira mesmo pagar a conta, afinal, não deve ser fácil ganhar
apenas para se vestir, viver a vida em baladas, literalmente, e
perambular de boteco em boteco, à procura da felicidade.
A
nova realidade do mundo é essa, aceitável, do ponto de vista
filosófico, porém, inaceitável, do ponto de vista da moral e dos bons
costumes. O mundo não é mais o mesmo, isso é fato. Se este é o mundo que
queremos deixar para os nossos filhos e netos, isso é outra história. A
realidade é o que ela é e não o que você gostaria que fosse.
Minhas
convicções são muito claras sobre o que é público e o que é privado na
vida pessoal. Fora da casinha, diriam alguns. Esquisitices da meia
idade, diriam outros. Não quero que mude suas convicções, mas torço para
que pense a respeito.
Parei
por aqui. Será que as pessoas precisam de tanta exposição para
conquistar um lugar ao sol? Por vezes, quando o privado se confunde com o
público, acaba, literalmente, na privada.
Pense nisso e seja feliz!
Assinar:
Postagens (Atom)